10 anos de Lei Maria da Penha, contra a violência Doméstica.

Treze mulheres são assassinadas por dia no Brasil, situação lamentável quando a promessa de cuidar e proteção se termina. O companheirismo despedaçado por migalhas de orgulho, onde a força acaba destruindo um relacionamento.

Mulheres chegam ao Projeto Raabe desacreditadas, sem vida no dia a dia, aspecto emocional abalado, sem autonomia ou recursos pessoais e econômicos, às vezes ameaçadas, sem acreditar nas suas potencialidades, muitas ainda na esperança do arrependimento do parceiro, envergonhadas diante dos familiares, sofrendo caladas e sozinhas, autoestima sem existência, desprovidas de autodeterminação, sem conhecimento dos seus direitos, com muitas dúvidas e incertezas, humilhadas e como medo para reagir.

São aspectos que a sociedade já conhece, mas difíceis de lidar, porque quem vai entrar na intimidade de um casal, quem vai aconselhar ou ditar o que está errado?

Rotineiramente atendemos mulheres que chegam ao projeto Raabe com essas e muitas características de sofrimento: passaram ou estão passando por violência doméstica e traumas.

Quando encorajadas e determinadas poucas são as que buscam ajuda da lei Maria da Penha. Com medo, assustadas e machucadas, são aspectos que as dificultam de tomar uma decisão. Na prática acabam desistindo, pois precisam estar se sentindo seguras e com as devidas orientações, afim de tomarem uma atitude, sendo a lei mais protetiva, nem sempre há flagrante, para se livrem do problema.

Serviços estão à disposição, Hospital da Mulher, Unidades de Saúde, Defensoria, OAB, delegacias comuns e da Mulher, além de centros de apoio, mas desacreditadas e sem conhecerem os recursos, algumas vezes, na raiva, até buscam a delegacia. Entre tanto,  passadas horas do ocorrido, ainda voltam atrás e ficam apenas com mais um boletim de ocorrência.

Atendimento Cura Interior Abril 2016AO projeto Raabe tem uma estrutura de acolhimento, orientação assistencial e jurídica, psicológica e espiritual, cuidados específicos após atendimento, para cada mulher emocionalmente desacreditada. Sozinhas elas não conseguem sair, pois, elas chegam com uma dor que não é palpável, dor na alma .

Embora aportado todo conhecimento da lei e recursos, a marca interior é visível, a sede de vingar-se é contundente, ao ponto que esquecem de se reconhecer, vivendo apenas a dor, sem força para lutar.

O Raabe traz a mulher o seu devido equilíbrio, reconhecer seu valor, com fé proporciona a chance e a oportunidade de tornar-se viva para viver.

O acolhimento, a escuta,  suporte e o esclarecimento são os pontos de relevância do projeto no primeiro momento, junto com a força da lei é uma maneira de lutar contra esse mal que aturde e separa as famílias.

A verdade a conduz, para que sozinha tome a decisão que for necessária. A força interior arranca as mentiras ouvidas e proporciona liberdade. Assim a mulher traumatizada ou machucada pela violência sabe que existe um Deus Justo que pode lhe proteger e com isso, fazer valer a Lei dos homens.

Toda ajuda é necessária, porém o mais importante é a mulher não alimentar o mal e achar que esta sozinha. Tomar coragem e buscar se atualizar quanto a lei, decidir denunciar, aproveitando a oportunidade quando ao projeto Raabe, que oferece serviços gratuitos diariamente.

 

Carlinda Tinôco

Coordenadora Nacional do Projeto Raabe

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5 thoughts on “10 anos de Lei Maria da Penha, contra a violência Doméstica.

  1. jaqueline gomes
    2 de setembro de 2016 at 13:40

    Boa tarde ,gostaria de participar desse projeto,como faço?
    morro na ilha do governador,desde já agradeço!

    • midiaraabe
      2 de outubro de 2016 at 17:05

      Ola Jaqueline
      Estes são os contatos do Projeto Raabe aí no RJ:
      Email: projetoraaberj@gmail.com
      Telefone: (21) 25820100 ramal 1318

  2. Ana lucia oliveira chaves machado
    9 de dezembro de 2016 at 16:38

    Esse projeto serve pra agressões piscologica

    • midiaraabe
      11 de dezembro de 2016 at 19:39

      Olá Ana Lucia

      O Projeto Raabe foi criado para valorizar e dar assistência as mulheres que carregam algum tipo de trauma e sofrem ou sofreram com marcas do passado.

  3. Jéssica
    22 de março de 2017 at 18:49

    Olá, como faço para participar do projeto em Juiz de Fora ?

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